Esta crônica (&) misteriosamente (&) artística: d’outra Coimbr’à-baixa
This mysteriously (&) artistic (&) chronicle: the d(r)own-town otherness of Coimbra
Resumo
O presente documento reivindica um estatuto de crônica de arte, neste caso, o lugar de uma crônica performativa ou de uma crônica para visualidades nos processos artísticos. De modo particular, a versão de conteúdo, aqui perlaborada, sinaliza o encontro ou o confronto ontológico de tensões e ajustes de perspectivismos, no que diz respeito à visitação sensível pelo autor dirigida às poéticas contemporâneas de três artistas brasileiros, entrecruzadas como práticas que definem um circuito expositivo intitulado Habitar-se/Coabitar-nos (curadoria de Susana Rodrigues), transcorrido no mês de abril de 2021. No avançar gradual entre camadas relacionais vivenciadas, gesta-se uma paisagem de errância situada entre as experiências mediacionais do autor, transacionadas, por sua vez, como posição cruzada de público de arte e de legência de artista, a partir das obras plásticas, visuais e performativas de Cristiana Nogueira, Edicleison Freitas e Thales Luz. Apresentados conforme um processo de influências mútuas, os trabalhos surgiram como efeito de uma residência artística, em diálogo experiencial por sessenta dias com os espaços de uma habitação domiciliar. A natureza de espacialidades colisivas, imbricadas nesta experimentação do pensamento textual como legência, conduz os argumentos para seu limite cronista/crônico/dya.crônico/dis.crônico-dis.ruptivo, afetando-se, no horizonte de congruência epistêmica do texto, para uma camada extracotidianeidade cognitiva das artes visuais, da performance, do rito, da memória e da espacialidade, ejetadas daquele processo expositivo realizado em Coimbra. Na contra-mão (ou contra-Baixa; quer dizer: no apelo da contr’Alta), embora o presente romanceiro não se conjugue pelo sobressalto de encaminhar uma verdade acadêmica, seu vaticínio é tributário das lições supra-eferentes de Louise Rosenblatt, de Alberto Manguel, de Maria Gabriela Llansol, de João Guimarães Rosa, Giorgio Agamben, Eduardo Viveiros de Castro, etc.
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Direitos de Autor (c) 2021 André Feitosa de Sousa

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Artigo aceite em 2021-09-27
Artigo publicado em 2021-09-28















