Processos sensíveis de comunicação: a arte como espaço de escutas possíveis

Sensitive processes of communication: art as a space of possible listenings

  • Maria Lucilia Borges Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP
Palavras-chave: Comunicação, Arte, Sensível, Ato de criação, Afectos

Resumo

Na conferência O que é o ato de criação? (1987), o filósofo Gilles Deleuze indaga aos alunos de cinema “qual a relação entre a obra de arte e a comunicação?”. Sua resposta nos traz à reflexão uma outra faceta dos processos de comunicação que ultrapassa os domínios da linguagem (verbal) alcançando outros territórios mais sutis e sensíveis, dos quais a arte se alimenta. Tomando o sujeito como potência criadora (poder de afetar) e como potência sensível (poder de ser afetado), este artigo propõe investigar os processos de comunicação pelas vias do sensível, da arte e de suas afecções, a partir do processo de criação em experimentações artísticas realizadas com alunos de Jornalismo. Em tais experiências, o estudo sobre conceitos como clichês, afectos e comunicação sensível foram fundamentais para a compreensão da arte e o estímulo da sensibilidade e do potencial criativo dos alunos. Para tanto, partimos do conceito de comunicação discutido por Santaella (2001), Baitello (1998) e Flusser (2007), e da ciência e filosofia dos afectos em Damásio (2004) e Deleuze (2002), a fim de reconhecer processos sensíveis de seres vivos e máquinas como efetivamente processos comunicacionais e, portanto, criativos.

Publicado
2021-09-28
Como Citar
Borges, M. L. (2021). Processos sensíveis de comunicação: a arte como espaço de escutas possíveis: Sensitive processes of communication: art as a space of possible listenings. Rotura - Revista De Comunicação, Cultura E Artes, (2), 33-40. Obtido de https://publicacoes.ciac.pt/index.php/rotura/article/view/57
Secção
Artigos Temáticos
Artigo recebido em 2021-04-30
Artigo aceite em 2021-09-27
Artigo publicado em 2021-09-28