Grupo XIX e Roberto Alencar: memórias à deriva – Práticas cênicas na perspectiva da teoria crítica dos processos de criação
Grupo XIX and Roberto Alencar: drifting memories – Scenic practices from the perspective of the critical theory on creative processes
Resumo
O artigo destaca aspectos dos processos de criação do artista do corpo Roberto Alencar, circunscritos ao espetáculo Zoopraxiscópio (2014), e do Grupo XIX de Teatro na montagem do espetáculo Intervenção Dalloway: Rio dos Malefícios do Diabo (2017). Alencar fornece vasto material sobre interações e trânsitos ao exercer recursos cênicos diversos e procedimentos de várias linguagens artísticas. O Grupo XIX, por sua vez, traz à tona aspectos importantes sobre a produção em grupo ao contemplar a participação de pessoas externas à companhia nas discussões sobre a dimensão sociopolítica dos espaços públicos. Ambos são, aqui, observados a partir de documentos e arquivos gerados pelos artistas e pelos pesquisadores que acompanharam os respectivos percursos criativos. Para isso, utiliza-se a Teoria Crítica de Processos de Criação proposta por Cecilia Almeida Salles e sua base fundada nas práticas. Salles considera a complexidade em uma proposição teórica que parte dos objetos de estudo para elucidar aspectos gerais sobre a criação e as especificidades dos processos em foco —um esforço interdisciplinar que reúne colaborações de teóricos como Charles Peirce, Edgard Morin, Vincent Colapietro e Pierre Musso. No artigo, as produções de Alencar e do Grupo XIX são pontos de partida para a discussão sobre a pesquisa e o estudo dos processos de criação em afinidade com a produção cênica.
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Direitos de Autor (c) 2021 Paula Martinelli, Wagner de Miranda

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Artigo aceite em 2021-09-27
Artigo publicado em 2021-09-28















